| Resposta rápida No Brasil, os limites de emissão atmosférica de fontes fixas industriais estão nas resoluções CONAMA 382/2006 e 436/2011. A qualidade do ar é regulada pela CONAMA 491/2018, atualizada pela CONAMA 506/2024. As penalidades vêm da Lei 9.605/1998 e do Decreto 6.514/2008, o licenciamento da Lei 6.938/1981, e a proteção do trabalhador da NR-15. Os órgãos estaduais, como a CETESB em São Paulo, fiscalizam e podem ser mais rigorosos. |
Uma das maiores dificuldades de quem gerencia uma indústria é saber qual norma ambiental se aplica ao seu processo. As resoluções do CONAMA se sobrepõem, têm marcos temporais diferentes e convivem com regras estaduais. Esse cenário gera confusão, receio de multa e, muitas vezes, correria antes de uma auditoria ambiental ou da renovação da licença de operação.
Este guia reúne, em um só lugar, as principais normas de controle de emissões atmosféricas, explica o que cada uma regula e mostra como se organizar. Ele tem caráter informativo e não substitui a consultoria de um advogado ambiental ou de uma consultoria técnica. Para entender o equipamento que faz o tratamento dos gases, veja o guia sobre como funciona um lavador de gases industrial.
A tabela abaixo é um mapa rápido das normas tratadas neste guia:
| Norma | O que regula | Quando observar |
|---|---|---|
| CONAMA 382/2006 | Limites máximos de emissão de poluentes atmosféricos para fontes fixas | Fontes instaladas ou com licença de instalação solicitada a partir de 2 de janeiro de 2007 |
| CONAMA 436/2011 | Limites de emissão para fontes fixas mais antigas | Fontes instaladas ou com licença de instalação solicitada antes de 2 de janeiro de 2007 |
| CONAMA 491/2018 e 506/2024 | Padrões de qualidade do ar | Avaliação da qualidade do ar no entorno e instrumentos de gestão |
| CONAMA 430/2011 e 357/2005 | Efluentes líquidos e classificação dos corpos d’água | Estações de tratamento e processos com descarte líquido |
| Lei 6.938/1981 | Política Nacional do Meio Ambiente e licenciamento | Toda atividade potencialmente poluidora |
| Lei 9.605/1998 | Crimes e sanções por poluição e falta de licença | Emissão sem controle ou operação irregular |
| NR-15 | Insalubridade e limites de tolerância a agentes químicos | Exposição de trabalhadores a gases, vapores e poeiras |
CONAMA 382/2006 — Limites de emissão de fontes fixas
A Resolução CONAMA 382/2006 estabelece os limites máximos de emissão de poluentes atmosféricos para fontes fixas. Ela organiza esses limites em anexos, fixados por poluente e por tipologia de fonte. Os poluentes mais comuns nas tabelas são o material particulado, os óxidos de enxofre (SOx) e os óxidos de nitrogênio (NOx), além de outros compostos conforme o processo.
A lógica dos anexos é a seguinte: cada tipo de processo ou de combustível tem seus próprios valores-limite, expressos em concentração de poluente no gás de chaminé, em condições de referência definidas na própria resolução. Por isso, não existe um único número aplicável a toda a indústria. A tabela a seguir mostra exemplos de tipologias com anexos específicos e o raciocínio para consulta:
| Tipologia de fonte | Poluentes que costumam ter limite | Como consultar |
|---|---|---|
| Geração de calor por combustão externa (caldeiras a óleo, gás natural, biomassa) | Material particulado, SOx e NOx | Anexo correspondente ao combustível utilizado |
| Turbinas a gás | NOx e outros poluentes conforme o combustível | Anexo específico para turbinas |
| Processos de fabricação (celulose, vidro, alumínio primário, siderurgia, fertilizantes, refino de petróleo) | Definidos por processo e por poluente | Anexo do setor, no texto oficial |
CONAMA 436/2011 — Fontes mais antigas
A Resolução CONAMA 436/2011 complementa a 382/2006 e trata das fontes fixas instaladas ou com pedido de licença de instalação anteriores a 2 de janeiro de 2007. Na prática, a data de instalação da sua fonte define qual das duas resoluções se aplica, e essa é a primeira pergunta a responder para acabar com a confusão entre as normas. Em caso de ampliação ou modificação relevante do processo, vale consultar o órgão ambiental sobre o enquadramento.
Para o setor de combustão, a página sobre lavador de gases para caldeiras e combustão de óleos explica o que um lavador úmido consegue e não consegue tratar em cada poluente.
CONAMA 491/2018 — Qualidade do ar
A Resolução CONAMA 491/2018 define os padrões nacionais de qualidade do ar, baseados nas diretrizes da Organização Mundial da Saúde. Ela trata de poluentes como o material particulado (MP10 e MP2,5), o ozônio, o dióxido de enxofre, o dióxido de nitrogênio e o monóxido de carbono. Diferentemente da 382 e da 436, ela não fixa o limite de saída da chaminé de uma fonte: ela mede a qualidade do ar que a população respira.
Atualização pela CONAMA 506/2024
Em julho de 2024, a Resolução CONAMA 506/2024 atualizou o sistema de padrões de qualidade do ar. A mudança decorre da decisão do Supremo Tribunal Federal na ADI 6148, que determinou ao CONAMA a edição de nova norma tomando como base as diretrizes da OMS de 2021. Segundo as fontes consultadas, o modelo adota padrões intermediários, progressivamente mais restritivos, até chegar aos padrões finais alinhados à OMS, com datas a serem fixadas em resolução futura.
O efeito prático para a indústria é uma tendência de maior exigência sobre as emissões que contribuem para o material particulado e outros poluentes monitorados. Como o texto consolidado e os prazos podem ser ajustados, vale conferir a versão vigente no site do CONAMA antes de tomar decisões de investimento.
CONAMA 430/2011 — Efluentes
A Resolução CONAMA 430/2011 dispõe sobre as condições e os padrões de lançamento de efluentes líquidos e complementa a CONAMA 357/2005, que classifica os corpos d’água e estabelece as diretrizes para seu enquadramento. Os parâmetros incluem pH, temperatura, demanda bioquímica de oxigênio (DBO), óleos e graxas e metais pesados.
Embora trate de efluente líquido, e não de emissão atmosférica, essa resolução importa para quem gera os dois tipos de resíduo, como as estações de tratamento. Nesses locais, a estação precisa atender ao padrão do efluente tratado e, ao mesmo tempo, controlar os gases odorantes do processo, tema da página de lavador de gases para ETE e ETA.
Lei 6.938/1981 — Política Nacional do Meio Ambiente
A Lei 6.938/1981 é a base do sistema ambiental brasileiro. Ela instituiu a Política Nacional do Meio Ambiente, criou o Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) e estabeleceu instrumentos como o licenciamento ambiental e o princípio do poluidor-pagador. Também prevê a responsabilidade civil objetiva: o poluidor deve reparar o dano independentemente de culpa.
Na prática, a licença ambiental é o documento que condiciona a operação da empresa e costuma trazer exigências específicas de controle de emissões, monitoramento e apresentação de laudos. Para quem constrói uma nova fábrica, o sistema de tratamento de gases é parte do projeto necessário para obter a licença de operação.
Novo marco do licenciamento ambiental
Em agosto de 2025 foi sancionada a Lei 15.190/2025, a Lei Geral do Licenciamento Ambiental, com entrada em vigor prevista para fevereiro de 2026 e questionamentos em andamento no Supremo Tribunal Federal. Como o tema ainda evolui, confirme com o órgão licenciador como as novas regras afetam o seu processo de licenciamento ou de renovação.
Lei 9.605/1998 — Crimes Ambientais
A Lei de Crimes Ambientais define as sanções penais e administrativas aplicáveis a quem polui. Ela permite responsabilizar a pessoa jurídica e também os dirigentes e responsáveis pela conduta. A tabela resume os dispositivos mais relevantes para emissões atmosféricas:
| Dispositivo | Conduta | Consequência |
|---|---|---|
| Lei 9.605/1998, art. 54 | Causar poluição que resulte ou possa resultar em danos à saúde humana | Pena de reclusão, de 1 a 4 anos, e multa, no caso doloso |
| Lei 9.605/1998, art. 60 | Fazer funcionar atividade potencialmente poluidora sem licença ou autorização | Pena de detenção, de 1 a 6 meses, ou multa, ou ambas |
| Lei 9.605/1998, art. 72 | Infrações administrativas | Advertência, multa, embargo e suspensão de atividades, entre outras |
| Decreto 6.514/2008, art. 61 | Causar poluição em níveis que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana | Multa de R$ 5.000 a R$ 50.000.000 |
Multa retroativa e prazos de adequação
Uma dúvida frequente é o medo de multa retroativa. Em regra, normas que criam sanções não retroagem para punir condutas anteriores à sua vigência. Por outro lado, uma emissão irregular que continua ocorrendo é uma situação que persiste, e pode ser autuada enquanto durar. Cada caso depende de seus fatos, e a orientação de um advogado ambiental é indispensável.
Também não existe um prazo único de adequação. O prazo costuma ser definido pelo órgão ambiental na licença, em condicionantes ou em Termo de Ajustamento de Conduta, e a própria divisão entre as resoluções 382 e 436 usa marcos temporais ligados à instalação da fonte. Por isso, o caminho mais seguro é procurar o órgão antes da fiscalização, e não depois dela.
NR-15 — Insalubridade química
A Norma Regulamentadora 15 trata das atividades e operações insalubres e protege o trabalhador, e não o ambiente externo. Ela é relevante para as emissões porque os mesmos gases que saem pela chaminé estão, antes disso, no ar do local de trabalho. Os anexos mais citados em processos químicos são:
| Anexo | Tema | Relevância para emissões |
|---|---|---|
| Anexo 11 | Agentes químicos com limite de tolerância e inspeção no local de trabalho | Gases e vapores como amônia, ácido clorídrico e gás sulfídrico |
| Anexo 12 | Poeiras minerais | Material particulado em fundições, mineração e moagem |
| Anexo 13 | Agentes químicos em atividades e operações específicas | Manipulação de substâncias químicas em processos industriais |
A caracterização da insalubridade pode gerar o adicional previsto na CLT, em graus mínimo, médio e máximo, correspondentes a 10%, 20% e 40% do salário mínimo. Os limites de tolerância de cada substância e a aplicação do anexo devem ser confirmados pelo SESMT da empresa, a partir da avaliação ambiental realizada no local de trabalho. O controle na fonte, com captação e tratamento dos gases, reduz a exposição e, por consequência, o passivo trabalhista.
Órgãos fiscalizadores
O controle de emissões é compartilhado entre os níveis federal, estadual e municipal. Os órgãos estaduais costumam ser os responsáveis diretos pelo licenciamento e pela fiscalização das indústrias, e podem editar normas próprias, inclusive mais restritivas que as federais:
| Órgão | Âmbito | Observação |
|---|---|---|
| IBAMA e Ministério do Meio Ambiente | Federal | Atuam em atividades de competência federal e na política nacional |
| CETESB | Estado de São Paulo | Tem regras próprias, frequentemente mais rigorosas que o CONAMA, em temas como lavadores de gases, gases ácidos, odor e material particulado |
| Órgãos estaduais como INEA (RJ), FEAM e COPAM (MG), IAT (PR), FEPAM (RS), IMA (SC) e IEMA (ES) | Demais estados | Cada estado pode ter normas e procedimentos específicos de licenciamento e monitoramento |
| Ministério Público e órgãos municipais | Complementar | Recebem denúncias de vizinhança e podem atuar em ações civis e criminais |
Como a fiscalização também nasce de denúncias, a reclamação de odor ou de fumaça por moradores do entorno costuma ser o gatilho de muitas vistorias. Por isso, o controle de emissões não é apenas uma exigência de licença, mas uma forma de manter a boa relação com a vizinhança.
Como a Fillkplas garante conformidade
A Fillkplas fabrica, desde 1991, lavadores de gases em polipropileno com tecnologia Plug & Play, que fazem a lavagem, a neutralização e a contenção de gases, vapores, odores, fumaça e material particulado. Os equipamentos são dimensionados dentro dos limites das resoluções CONAMA 436/2011 e 491/2018, e ajudam a empresa a comprovar o controle das emissões no licenciamento, evitando multas, paralisações e denúncias.
Vale esclarecer o papel de cada parte: o equipamento é dimensionado para atender aos limites aplicáveis ao seu processo, e a comprovação é feita por laudo de laboratório habilitado, conforme a exigência do órgão ambiental. A tabela reúne as soluções da Fillkplas por aplicação:
| Aplicação | Gases e poluentes tratados | Página da solução |
|---|---|---|
| Galvanoplastia | Névoas e gases ácidos e básicos de banhos químicos | Lavador para galvanoplastia |
| Indústria química | Gases ácidos e básicos de reatores e tanques | Lavador para indústria química |
| Gases ácidos inorgânicos | HCl, HF, Cl₂ e compostos sulfatados | Lavador para HCl, HF e Cl₂ |
| Ácido sulfúrico | SO₂, SO₃ e névoa de ácido sulfúrico | Lavador para ácido sulfúrico |
| Fertilizantes | NH₃, HNO₃, HF e partículas fluoradas | Lavador para fertilizantes |
| Frigoríficos | Amônia de refrigeração industrial | Lavador para frigoríficos |
| Controle de odores | Odores industriais e compostos odorantes | Lavador para odores industriais |
| Material particulado | Poeiras e partículas finas | Lavador para material particulado |
| Névoa de óleo | Névoas oleosas de processos industriais | Lavador de névoa de óleo |
| Fundição e metalurgia | Fumaça metálica e metais pesados | Lavador para fundição |
| Transbordo e aterros | Odores e gases de resíduos | Lavador para transbordo e aterros |
| Esterilização | Gases de processos de esterilização | Lavador para esterilização |
Roteiro de adequação antes de uma auditoria
Para quem precisa se organizar com urgência, uma sequência prática ajuda a transformar a incerteza em plano de ação:
- Reúna a licença e as condicionantes: verifique as exigências de controle de emissões, monitoramento e laudos.
- Mapeie as fontes e os poluentes: identifique cada ponto de emissão e o que ele libera.
- Confirme a norma aplicável: a data de instalação da fonte define o enquadramento entre a 382 e a 436, além das regras estaduais.
- Meça as emissões: contrate laboratório habilitado para obter o laudo da situação atual.
- Corrija o que estiver fora do limite: com captação, exaustão e tratamento dimensionados para o processo.
- Mantenha registros: laudos, manutenções e relatórios facilitam qualquer fiscalização futura.
Perguntas frequentes (FAQ)
Qual CONAMA se aplica às emissões da minha indústria?
Para limites de emissão de fontes fixas, a CONAMA 382/2006 vale para fontes instaladas ou com licença de instalação solicitada a partir de 2 de janeiro de 2007, e a CONAMA 436/2011 para as anteriores a essa data. Normas estaduais também podem se aplicar.
A CONAMA 491/2018 ainda está em vigor?
Sim, com alterações. A CONAMA 506/2024 atualizou os padrões nacionais de qualidade do ar, com base na decisão do STF e nas diretrizes da OMS de 2021. Confira o texto consolidado no site do CONAMA.
Qual é a diferença entre a CONAMA 382 e a CONAMA 491?
A 382 fixa limites de emissão na fonte, como a chaminé de uma fábrica. A 491 define padrões de qualidade do ar, que medem o ar respirado pela população no entorno.
Qual é a multa por poluição do ar?
O Decreto 6.514/2008, em seu artigo 61, prevê multa de R$ 5.000 a R$ 50.000.000 para quem causa poluição em níveis que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana. Também podem ocorrer embargo e responsabilização penal.
Existe multa retroativa?
Em regra, normas sancionadoras não retroagem para punir condutas anteriores à sua vigência, mas uma emissão irregular que continua pode ser autuada. Cada caso deve ser avaliado por um advogado ambiental.
A NR-15 se aplica a emissões atmosféricas?
A NR-15 protege o trabalhador e trata da exposição a agentes químicos no ambiente de trabalho. Ela é complementar às resoluções do CONAMA, que tratam das emissões para o ambiente externo.
A CETESB pode exigir mais que o CONAMA?
Sim. Os órgãos estaduais podem editar normas próprias, e a CETESB costuma ter regras mais rigorosas em temas como gases ácidos, odor e material particulado.
O lavador de gases da Fillkplas atende a essas normas?
Os lavadores Fillkplas são dimensionados dentro dos limites das resoluções CONAMA 436/2011 e 491/2018. A comprovação do atendimento é feita por laudo de laboratório habilitado, conforme o órgão ambiental.
Verifique se sua empresa está em conformidade
Entender a norma é o primeiro passo, e aplicá-la ao seu processo é o segundo. A equipe técnica da Fillkplas avalia os gases e os pontos de emissão da sua planta e indica a solução mais adequada. Solicite a consulta gratuita e verifique se a sua empresa está em conformidade antes da próxima fiscalização.





